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Pelotas, outubro de 2006.

INTRODUÇÃO

 

Fiquei impressionado por, após declarar que meu voto seria para o Lula, muitas pessoas terem ficado perplexas, argumentando então que o seu governo havia sido “só corrupção” e o Brasil havia parado. Talvez a perplexidade tenha sido maior especialmente pelo bom desempenho do Alckmin nas urnas da região Sul do Brasil, visto que faço parte de uma minoria que declara seu apoio à reeleição do presidente. Na verdade, mais perplexo fiquei eu, pois alegam as pesquisas de intenção de voto, que o ex-governador de São Paulo tem a preferência da fatia da população mais instruída, ou com maior acesso à informação. Penso que estes, embora tenham privilégios no tocante à educação, não usufruem da maneira adequada da oportunidade que lhes é dada, já que podem acessar à dados estatísticos de institutos de pesquisa brasileiros, como o IBGE, e o DIEESE, acredito que, se tivessem acesso à estas informações não apoiariam o candidato tucano nestas eleições, da mesma maneira, creio que todos os que lerem este documento, e refletirem de maneira séria sobre ele, no mínimo ficarão indecisos na sua escolha para o voto presidencial.

Outrossim, me indigno com a afirmação de que os votos mais expressivos para o presidente (na região Norte e Nordeste) sejam pela “ignorância destas populações”, devido “ao seu acesso precário à informação”. Esta postura é claramente preconceituosa, e quem pensa assim supõe ser superior aos povos que habitam as regiões mais setentrionais do país. Minha opinião (e provavelmente a do leitor também será) é de quem segue esta linha de pensamento é mais ignorante do que as camadas sociais mais carentes, pois, apesar de ter a oportunidade de conhecer melhor os feitos dos governos nos últimos anos, não o faz.

Segue então a minha pesquisa, realizada ao longo dos quatro anos do governo, sendo, no início, apenas simples leitura de jornais (em especial o “Jornal do Comércio” de Porto Alegre) e de revistas, e, em seguida, um aprofundamento do meu conhecimento da situação recente na política do país. Por fim, após presenciar o preconceito pelo qual passo, por votar no Lula, decidi juntar mais informação para montar um dossiê comparativo entre os dois projetos de nação que se destacam entre os diversos: Os projetos do PSDB e do PT.

Deixo claro que, de maneira nenhuma, os dados aqui contidos foram manipulados para induzir o voto no presidente, sendo eles retirados dos sites do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) www.ibge.org.br, do DIEESE www.dieese.org.br entre outros sites de ministérios. E, por fim, declaro que o objetivo deste dossiê não é mudar o voto de um número expressivo de pessoas, mas sim para quebrar o estigma de ignorância para com os eleitores lulistas.

 

 

HISTÓRICO DOS PRESIDENCIÁVEIS

(fonte: wikipédia)

 

Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho

 

Geraldo Alckmin, (Pindamonhangaba, 7 de novembro de 1952) é um médico e político brasileiro e foi governador do Estado de São Paulo entre 2001 e 2006. Alckmin é o candidato à presidência da República em 2006 pelo PSDB.

É casado com Maria Lúcia Ribeiro Alckmin e tem três filhos. É formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Taubaté, com especialização em anestesiologia, no Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo.

Com dezenove anos, ainda no primeiro ano da Faculdade de Medicina, filiou-se ao antigo MDB (Movimento Democrático Brasileiro). Iniciou sua carreira política elegendo-se vereador no município paulista de Pindamonhangaba em 1972. No primeiro mandato, foi escolhido presidente da Câmara Municipal. Alguns anos mais tarde, em 1976, foi eleito prefeito de Pindamonhangaba, exercendo mandato de seis anos. Foi também deputado estadual, deputado federal e vice-governador de Mário Covas em 1994, e entre 1991 e 1994, foi presidente estadual do PSDB em São Paulo. Ainda no seu segundo mandato de deputado federal, Geraldo Alckmin foi autor do projeto que se transformou na Lei 8078/90, o Código de Defesa do Consumidor, que apresentou para apreciação do congresso em 16 de novembro de 1988. Foi relator, na Câmara dos Deputados, do projeto que se converteu na Lei de Benefícios da Previdência Social. Também foi autor de um dos projetos que se converteram na Lei Orgânica da Assistência Social - Loas, e relator do projeto de lei que facilita e disciplina a doação de órgãos para transplantes. Tornou-se governador interino de São Paulo em 2001 quando a saúde de Covas ficou debilitada devido a um câncer na meninge. Empossado definitivamente no cargo com a morte de Covas, reelegeu-se em 2002.

Desde janeiro de 2006, por causa de sua aspiração à presidência da República, Alckmin vem acusando parlamentares petistas em seus discursos, citando principalmente o chamado "mensalão”.

 

Cronologia política

 

Alckmin iniciou sua vida política aos dezenove anos de idade, em 1972, ainda estudante de medicina, elegendo-se vereador (1973-1977) de sua cidade natal, Pindamonhangaba, pelo antigo MDB. Mais votado entre os eleitos, foi escolhido para presidir a Câmara Municipal. Em seguida foi prefeito (1977-1982) da mesma cidade, então o mais jovem já eleito. Foi deputado estadual de São Paulo (1983-1987) e deputado federal (1987-1990). Em 1988, ele foi um dos fundadores do PSDB.

Em 1990, Alckmin foi reeleito deputado federal por São Paulo como o quarto mais votado do PSDB. Neste segundo mandato, foi autor do projeto do Código de Defesa do Consumidor e relator, na Câmara dos Deputados, do projeto que se converteu na Lei de Benefícios da Previdência Social.

Em 1994, Alckmin compôs a chapa de Mário Covas, como vice-governador para disputar o governo de São Paulo. Com a vitória tucana, assumiu a tarefa de coordenar o programa de privatização do Estado e tornou-se também um dos principais articuladores políticos de Covas no interior paulista, garantindo-lhe a permanência na vaga de vice do governador, que foi reeleito em 1998.

Em 2000, por indicação de Covas, Alckmin foi o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, tendo ficado em terceiro lugar. Desconhecido na capital, saiu de índices de intenção de votos minúsculos para uma votação de 17,21%, ficando apenas 7,6 mil votos atrás do segundo colocado, Paulo Maluf (então no PPB), que foi para o segundo turno contra Marta Suplicy (PT).

Em janeiro de 2001, com o agravamento da saúde de Mário Covas, Alckmin assumiu interinamente o governo do Estado de São Paulo. Com a morte do governador, foi confirmado no posto, para o qual se reelegeu em 27 de outubro de 2002, para o mandato 2003-2006, no segundo turno, com 58,64% dos votos válidos, derrotando José Genoíno (PT). Por já ter exercido uma parte do mandato de Covas, Alckmin não poderia concorrer novamente à reeleição em 2006.

Em 14 de março de 2006, Alckmin foi anunciado pelo PSDB como candidato às eleições presidenciais brasileiras de 2006, após a desistência do prefeito paulistano, José Serra, preferido pela cúpula do partido.

Em 30 de março de 2006 Alckmin deixou o governo do Estado de São Paulo, devido a data-limite para sua desincompatibilização, tendo em vista sua candidatura à Presidente da República do Brasil. No seu lugar assumiu Cláudio Lembo (PFL), vice-governador.

 

 

Luís Inácio Lula da Silva

 

Infância

 

Quando Lula tinha sete anos de idade, sua família realizou uma viagem em condições precárias, dirigiu-se para o Estado de São Paulo, na esperança de oportunidades melhores de vida. Neste momento Lula já teria abandonado a escola sem concluir o primeiro grau (hoje chamado Ensino Fundamental). Passou, com sua família, então, a residir em Vicente de Carvalho, distrito da periferia de Guarujá, cidade do litoral do estado.

Nesta mesma cidade paulista, Luiz Inácio da Silva foi alfabetizado no Grupo Escolar Marcílio Dias. Em 1956 passou a morar em São Paulo. Com doze anos Lula foi empregado em uma tinturaria, tendo depois exercido as profissões de engraxate e auxiliar de escritório.

 

Operário e sindicalista

 

Seguindo para a indústria, Lula consegue uma vaga no curso de torneiro mecânico no SENAI, instituição brasileira de educação profissional, formando-se como metalúrgico em 1963. Neste mesmo ano, emprega-se na metalúrgica Aliança, onde mal avisado veio a perder o dedo mínimo esquerdo numa prensa hidráulica.

Alguns anos depois, mudou-se para São Bernardo do Campo, onde sindicalizou-se no Sindicato dos Metalurgicos 1968, por influência do irmão José Ferreira de Melo, apelidado de Frei Chico, que lhe presenteou o seu primeiro livro intitulado: O Que é a Constituição.

 

Em 1969 Lula foi eleito para a diretoria do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo.Em 1975 foi eleito presidente do mesmo sindicato. Reeleito em 1978, foi uma das lideranças sindicais que retomaram a prática de greves públicas de larga escala, que haviam cessado de ocorrer desde o endurecimento repressivo da ditadura militar nos 10 anos anteriores. Durante o movimento grevista, a idéia de fundar um partido representante dos trabalhadores foi amadurecendo, e, em 1980 foi fundado o Partido dos Trabalhadores (PT).

É pouco divulgado - mas atestado por algumas fontes tais como o Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro do Centro de Pesquisa e Documentação História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas - o fato de que Lula, durante o início da década de 1970, viajou aos Estados Unidos, onde freqüentou curso de qualificação sindical no Instituto Interamericano de Sindicalismo Livre, organização politicamente conservadora e anti-comunista vinculada à central sindical americana AFL-CIO.

 

Carreira política até a presidência

 

Em 1981, durante o decurso de uma greve no ABC, o Sindicato dos Metalúrgicos de S. Bernardo do Campo sofre intervenção aprovada por Murilo Macedo, então Ministro do Trabalho do General João Baptista Figueiredo e Lula é detido por vinte dias nas instalações do DOPS paulista. Sua carreira como dirigente sindical fica, assim, encerrada, e começa sua carreira política propriamente dita.

Visando a participar de pleitos eleitorais, alterou judicialmente seu nome de Luiz Inácio da Silva para Luiz Inácio Lula da Silva (a legislação vigente proibia o uso de apelidos pelos candidatos).

Em 1982, Lula participou das eleições para o governo de São Paulo e perdeu. Em 1984, participou, ao lado de Ulysses Guimarães, da campanha Diretas Já, que clamava por eleições presidenciais diretas após anos de ditadura militar e presidentes nomeados. A campanha Diretas Já não teve sucesso e as eleições presidenciais de 1984 foram feitas pelo Colégio Eleitoral através de eleições indiretas pelo Congresso Nacional. Lula e o PT abdicaram de participar desta eleição.

Em 1986, foi eleito deputado federal com recorde de votos, tendo participado da elaboração da Constituição Federal vigente.

A versão de seus correligionários é que ele precisava se dedicar a consolidação de seu nome e principalmente a aumentar a estrutura do seu partido. O fato é que ele viajou pelo Brasil estruturando as seções regionais do partido e ajudando a transformação do PT de um pequeno partido a uma das principais forças do país. Sua participação neste processo é que o tornou uma figura essencial, simbólica e incontestável dentro do partido, mesmo depois de suas sucessivas derrotas eletorais.

Em 1989, realizou-se a primeira eleição direta para presidente desde o golpe militar de 1964. Lula se candidatou a presidente. A eleição foi vencida por Fernando Collor de Mello, candidato liberal do PRN, que recebeu entusiástico apoio de considerável parte da população que se sentia intimidada ante a perspectiva do ex-sindicalista tido como radical e supostamente alinhado com as teses de esquerda chegar à Presidência.

A campanha de Collor contra Lula, no segundo turno, foi fértil em práticas tidas, à época, por moralmente duvidosas, e que combinavam preconceitos políticos e sociais: Lula foi identificado como um trânsfuga do comunismo, a quem a queda do Muro de Berlim havia transformado em anacronismo, e seus atos politicos foram mostrados como orgias de vândalos em fúria (segundo o acadêmico Bernardo Kucinski tal ter-se-ia dado graças a infiltração de agentes provocadores de Collor nos comícios do PT). Sem falar que Collor acusou Lula de desejar seqüestrar ativos financeiros de particulares (que era o que ele mesmo iria fazer no início do seu governo).

Inumeráveis articulistas da grande imprensa arrogaram-se o direito de emitir os comentários mais grosseiros sobre Lula: o conhecido publicista Paulo Francis chamou Lula de "ralé", "besta quadrada" e disse que se ele chegasse ao poder, o País viraria uma "grande bosta". Mais do que isto, recorreu-se ao assassinato de caráter: uma antiga namorada de Lula, com a qual ele tinha uma filha natural, surgiu na propaganda gratuita de Collor para acusar seu ex-namorado de "racista" e de ter-lhe proposto abortar a filha que ambos tiveram.

 

Às vésperas da eleição, um resumo do debate final entre ambos teria sido editado pela TV Globo de forma a favorecer Collor (fato este admitido mais tarde por várias memórias de participantes do evento, mostrado no documentário Beyond Citizen Kane).

A eleição propriamente dita comportou ainda a suposta manipulação política do seqüestro do empresário do setor de supermercados Abílio Diniz, que, ao ser libertado de seu cativeiro no dia da eleição, apareceu vestindo uma camisa do PT que ter-lhe-ia sido colocada por seus seqüestradores.

Tais práticas iriam, paradoxalmente, atuar mais tarde em benefício de Lula, na medida em que acusações sobre práticas eticamente questionáveis dele e de seu partido tenderiam a ser consideradas como propaganda hostil. Para esta posterior revanche política contribuiram também os erros de seus adversários.

Em 1994, Luiz Inácio Lula da Silva volta a candidatar-se à presidência e é novamente derrotado, dessa vez pelo canditado do PSDB, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso - posteriormente apelidado pela imprensa de FHC.

À época senador pelo Estado de São Paulo, Cardoso tinha um histórico familiar (como filho do general comunista Leonidas Cardoso, que foi um dos mentores da campanha pela criação da Petrobras durante o segundo governo Vargas) e político ligado à Esquerda, tendo sido aposentado compulsoriamente como professor da USP durante a ditadura militar, e era já então um intelectual de renome internacional.

A frente do Ministério da Fazenda no governo de Itamar Franco, FHC comandou a implantação do Plano Real, que teve sucesso em sobrepujar a inflação e estabilizar a moeda brasileira. Em 1998 Fernando Henrique se tornou o primeiro presidente brasileiro a se reeleger, derrotando Lula logo no primeiro turno.

Lula, sabendo-se derrotado de antemão, realizou uma campanha discreta, que no entanto o ajudou a consolidar sua posição hegemônica dentro do seu partido e dentro da Esquerda brasileira, o que foi expresso pelo fato do vice-presidente da sua chapa ter sido Leonel Brizola.

A desvalorização do real no período logo após a eleição de 1998 até 1999, as crises internacionais, desastres administrativos como o que gerou o Apagão, e principalmente o fraco crescimento econômico no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso fortaleceram a posição eleitoral de Lula nos quatro anos após 1998.

Abdicando dos erros (principalmente o radicalismo verbal) cometidos em campanhas passadas, Lula escolheu para seu vice o senador conservador mineiro e empresário têxtil José Alencar do PL (partido ao qual se aliou) e opta em 2002 por um discurso conciliador, prometendo ortodoxia econômica, respeito aos contratos e reconhecendo a dívida externa do país, o que conquista finalmente a confiança de uma parte da classe média e empresários. Ele ainda pregava que ele e seu partido dariam um exemplo de ética para o Brasil e implantariam um política econômica melhor que a do governo anterior. É sob o perfil de “Lulinha paz-e-amor” (epíteto este cunhado pelo seu marqueteiro Duda Mendonça) que Luiz Inácio da Silva finalmente ascende à presidência.

Em 27 de outubro de 2002, Lula foi eleito presidente do Brasil, derrotando o candidato apoiado por Fernando Henrique Cardoso, José Serra do PSDB. No seu discurso de posse, Lula afirmou: "(sic) E eu, que durante tantas vezes fui acusado de não ter um diploma superior, ganho o meu primeiro diploma, o diploma de presidente da República do meu país." A declaração foi uma resposta contra os inúmeros ataques que sofreu em virtude de sua baixa educação formal, que muitos consideram incompatível com o cargo mais importante da República. As causas deste desabafo foram os ataques sofridos na campanha que desmereciam sua educação.

 

   

 

DADOS COMPARATIVOS ENTRE O GOVERNO PSDB (FHC) E PT (LULA)

 

SAÚDE

 

Atendidos pelo programa Saúde da Família:


FHC: 30,4%               Lula: 43,4%

 
 
Atendidos pelo programa Brasil Sorridente (atendimento odontológico):



FHC: 17,5%                             Lula: 33,7% 

(15 milhões de brasileiros foram pela primeira vez ao dentista).

   

Mortalidade infantil indígena (por 1.000 habitantes):



FHC: 55,7                   Lula: 21,6

 
 
Investimento anual em saúde básica:



FHC: 155 milhões                      Lula: 1,5 bilhão

Equipes do Programa Saúde da Família:


FHC: 16.698                             Lula: 21.609


População atendida pelo Programa Saúde da Família:



 FHC: 55 milhões                       Lula: 70 milhões


Porcentagem da população atendida pelo Programa Saúde da Família:



FHC: 31,9%                             Lula: 39,7%

Pacientes com HIV positivo atendidos pela rede pública de saúde:


FHC: 119 mil                             Lula: 151 mil

  

 

EDUCAÇÃO

 

Pró-jovem - estudo subsidiado:
 
Lula: 93 mil (18 a 24 anos)
FHC: -

 

ProUni

 

Lula: 205 mil

FHC: -

 

Investimentos em alimentação escolar:



FHC: 848 milhões                     Lula: 1,5 bilhão

Livros gratuitos para o Ensino Médio:



FHC: 0                        Lula: 7 milhões
 

COMBATE À CORRUPÇÃO:

 

Número de policiais federais:



FHC: 5 mil                  Lula: 11 mil


Operações da PF contra a corrupção, crime organizado, lavagem de dinheiro

etc.:



FHC- 20                                   Lula- 183


Prisões efetuadas:




FHC: 54                                    Lula: 2.971

NOTA: Os dados referentes às operações e prisões da PF são uma comparação dos 8 anos de governo FHC com
 os primeiros 3 anos do governo Lula.

 

   

 

EMPREGO

 

Criação de empregos:



FHC: 700 mil                            Lula: 7,5 milhões

(4 milhões com carteira assinada)

Média anual de empregos gerados:




FHC: 875 mil                            Lula: 1,14 milhão

Média mensal de empregos gerados:



FHC: 67 mil                              Lula: 95 mil

Taxa de desemprego nas regiões metropolitanas:



FHC: 11,7%                             Lula: 8,3%

Desemprego em SP:


FHC: 19,0%                Lula: 16,9%

  Desemprego no país:



FHC: 12,2%                             Lula: 9,6%

Variação na taxa de desemprego formal:

Variação na criação de empregos formais:

Taxa Média de desemprego no primeiro mandato de FHC:

   

 

AGRICULTURA

   

 

Apoio à agricultura familiar:


FHC: 2,5 bilhões (último ano de governo)                                Lula: 7,5 bilhões (safra 2005/2006)

O governo Lula prevê investimentos de 10 bilhões na safra 2006/2007)


Compra de terras para Reforma Agrária:



FHC: 1,1 bilhão (1999 a 2002)                                Lula: 2,7 bilhões (2003 a 2005)

(aumento de 255%)

 

Crédito para a agricultura familiar:



FHC: 2,4%                               Lula: 6,1%

  

Assistência técnica aos agricultores:

FHC: 32,3 milhões                  Lula: 110 milhões

   

INCLUSÃO SOCIAL

 

Empréstimo para habitação (em reais):



FHC: 1,7 bilhões                     Lula: 4,5 bilhões
 
Crescimento real do salário mínimo:


FHC: 20,6%                              Lula: 25,3%

(Ganho real de 25,7% em três anos)

Valor do salário mínimo em dólares:



FHC: 55                                     Lula: 152

Poder de compra do salário mínimo em relação à cesta básica:


FHC: 1,3 cesta básica                               Lula: 2,2 cestas básicas

Aumento do custo da cesta básica:


FHC: 81,6%                             Lula: 15,6%

Índice de desigualdade social:


FHC: 0,573                               Lula: 0,559

Participação dos mais pobres na renda:

FHC: 14,4% 		Lula: 15,2%

Número de pobres:


FHC: 34,34%                            Lula: 33,57%

Número de miseráveis:


FHC: 26,23%                            Lula: 25,08%

Transferência de renda (em reais):


FHC: 2,3 bilhões                       Lula: 7,1 bilhões
Média por família :


FHC: 25 reais                         Lula: 70 reais

 

Eletrificação Rural:



FHC: 2.700 pessoas                  Lula: 3.000.000 de pessoas
(aumento de mais de 100000%)
  
Bolsa Família: educação e subsídio alimentar

Lula: 11,1 milhões de famílias

FHC: -
Incremento no acesso a água no semi-árido nordestino:

Lula: 762 mil pessoas e 152 mil cisternas
FHC: zero

Distribuição de leite no semi-árido: (sistema pequeno produtor)

Lula: 3,3 milhões de brasileiros
FHC: zero

 

Salário Mínimo Real

 

 

 

Valor Real do Salário Mínimo:

 

INDÚSTRIA E ENERGIA

 

Crescimento industrial:




FHC: 1,94%                              Lula: 3,77%
“O lucro líquido das grandes empresas com ações em Bolsa quase triplicou nos três anos e meio de  governo de Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao período da
segunda gestão de Fernando Henrique Cardoso, de 1999 a 2002. Folha de S. Paulo (20/08/2006).”

Produção de bens duráveis:


FHC: 2,4%                 Lula: 11,8%

Aumento na produção de veículos:


FHC: 1,8%                               Lula: 2,4%

Investimento do BNDES em micro e pequenas empresas:


FHC: 8,3 bilhões                                      Lula: 14,99 bilhões
  

Geração de Energia Elétrica:

Lula: 1.567 empreendimentos em operação, gerando 95.744.495 kW de potência. Está prevista para os próximos anos uma adição de
26.967.987 KW na capacidade de geração do país, proveniente dos 65 empreendimentos atualmente em construção, e mais 516 outorgadas.
FHC: APAGÃO

   

MEIO AMBIENTE E TURISMO

 

Número de turistas que vieram ao Brasil:


FHC: 3,8 milhões 		Lula: 4,6 milhões

Áreas ambientais preservadas:

Lula: incremento de 19,6 milhões de hectares (2003 a 2006)
Do ano de 1500 até 2002: 40 milhões de hectares

   

ECONOMIA

 

 Exportações (em dólares):


FHC: 60,4 bilhões                                     Lula: 118,3 bilhões

Balança comercial (em dólares):


FHC: (-) 8,4 bilhões                   Lula: 103,3 bilhões

Transações correntes (em dólares):


FHC: (-) 186,2 bilhões                              Lula: 30,1 bilhões

Risco-país: 


FHC: 2.400                                Lula: 204
No governo Lula, o país atingiu o patamar mais baixo da história.

Risco-país 
É o risco de o governo de um país mudar a sua política ao ponto de interferir nos pagamentos a credores estrangeiros, por questões econômicas ou
políticas. Este risco geralmente está embutido na taxa de juros cobrada por empréstimos estrangeiros.

Inflação:


FHC: 12,53%                           Lula: 2,8%

Dívida com o FMI (em dólares):


FHC: 14,7 bilhões                                    Lula: dívida paga

Dívida com o Clube de Paris (em dólares):



FHC: 5 bilhões                                         Lula: dívida paga


Dívida pública:

FHC: 35,3%                                              Lula: 34,2%

Dívida externa:


FHC:12,45%                                            Lula: 2,41%

Investimento em desenvolvimento (em reais):


FHC: 38,2 bilhões                                    Lula: 47,1 bilhões

PIB:


FHC: 2,3% ao ano                    Lula: 2,6% ao ano (até 2005)

 Juros:


FHC: 25%                 Lula: 16%

BOVESPA :


FHC: 11,2 mil pontos                 Lula: 35,2 mil pontos

Dívida externa:



FHC: 210 bilhões                                     Lula: 165 bilhões

Dívida / PIB:


FHC: 57,5%                                              Lula: 51%


Balança Comercial brasileira:


Crescimento do PIB:

 

Dívida Imobiliária da União:

Dívida Pública Total:

Balança Comercial

Participação estrangeira no Patrimônio Líquido das Empresas - em U$bi

Remessas de Lucro para o Exterior -Valores em Bilhões de Dólares

Reservas Internacionais:

  Reservas Internacionais

 

É o total de moeda estrangeira (principalmente dólares, no caso brasileiro) mantido pelo Banco Central (BC), disponível para uso imediato. As reservas internacionais têm origem nos superávits do balanço de pagamentos: toda vez que há uma entrada de moeda estrangeira, o BC realiza o câmbio, ficando com os dólares e pagando os exportadores em reais. Quando há mais entradas de dólares que saídas, o BC acumula reservas. Inversamente, quando o país é deficitário, há uma saída de divisas que o BC cobre fazendo uso das reservas acumuladas. Além dessa função, de cobrir os eventuais déficits nas contas externas, as reservas internacionais também podem ser usadas para evitar ataques especulativos contra a moeda. Assim, quando especuladores do mercado financeiro tentam provocar fortes altas ou baixas do dólar no mercado, o BC pode usar as reservas para neutralizar esses movimentos. Há dois critérios para o cálculo do volume de reservas internacionais. O descrito acima é conhecido pelo termo "reservas internacionais conceito caixa". Mas, além deste, também existe o "conceito de liquidez internacional", que, além dos valores acima, também considera títulos em dólar e outros recursos de médio e longo prazos em poder do BC. O BC deixou de divulgar a série no conceito caixa em dezembro de 2001, permanecendo apenas com a série de liquidez internacional.

 

Note que desde o início da década de 1980 a tendência de queda era visível, no entanto, ela manteve-se constante no governo FHC.

 

 

Transferência de verba a estados e municípios:

 

 

 

 

 

 

 

TEXTOS ANEXOS

 

ITINERÁRIO DE UM DESASTRE: Carta criada pelo deputado João Paulo Cunha (PT-SP), enumerando os escândalos ocorridos no governo tucano. Quebrando assim a falsa impressão de que o governo Lula foi mais corrupto que os anteriores.

Itinerário de um desastre

Nenhum governo teve mídia tão favorável quanto o de FHC, o que não deixa de ser surpreendente, visto que em seus dois mandatos ele realizou uma extraordinária obra de demolição, de fazer inveja a Átila e a Gêngis Khan. Vale a pena relembrar algumas das passagens de um governo que deixará uma pesada herança para seu sucessor.

A taxa média de crescimento da economia brasileira, ao longo da década tucana, foi a pior da história, em torno de 2,4%. Pior até mesmo que a taxa média da chamada década perdida, os anos 80, que girou em torno de 3,2%. No período, o patrimônio público representado pelas grandes estatais foi liquidado na bacia das almas. No discurso, essa operação serviria para reduzir a dívida pública e para atrair capitais. Na prática assistimos a um crescimento exponencial da dívida pública. A dívida interna saltou de R$ 60 bilhões para impensáveis R$ 630 bilhões, enquanto a dívida externa teve seu valor dobrado.

Enquanto isso, o esperado afluxo de capitais não se verificou. Pelo contrário, o que vimos no setor elétrico foi exemplar. Uma parceria entre as elétricas privatizadas e o governo gerou uma aguda crise no setor, provocando um longo racionamento. Esse ano, para compensar o prejuízo que sua imprevidência deu ao povo, o governo premiou as elétricas com sobretaxas e um esdrúxulo programa de energia emergencial. Ou seja, os capitais internacionais não vieram e a incompetência das privatizadas está sendo financiada pelo povo.

O texto que segue é um itinerário, em 45 pontos, das ações e omissões levadas a efeito pelo governo FHC e de relatos sobre tentativas fracassadas de impor medidas do receituário neoliberal. Em alguns casos, a oposição, aproveitando-se de rachas na base governista ou recorrendo aos tribunais, bloqueou iniciativas que teriam causado ainda mais dano aos interesses do povo.

Essa recompilação serve como ajuda à memória e antídoto contra a amnésia. Mostra que a obra de destruição realizada por FHC não pode ser fruto do acaso. Ela só pode ser fruto de um planejamento meticuloso.

Deputado João Paulo Cunha
Líder do PT
 

1 - Conivência com a corrupção

O governo do PSDB tem sido conivente com a corrupção. Um dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias.

2 - O escândalo do Sivam

O contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra.

3 - A farra do Proer

O Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais.

4 - Caixa-dois de campanhas

As campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.

5 - Propina na privatização

A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.

6 - A emenda da reeleição

O instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.

7 - Grampos telefônicos

Conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.

8 - TRT paulista

A construção da sede do TRT paulista representou um desvio de R$ 169 milhões aos cofres públicos. A CPI do Judiciário contribuiu para levar o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, para a cadeia e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.

9 - Os ralos do DNER

O DNER foi o principal foco de corrupção no governo de FHC. Seu último avanço em matéria de tecnologia da propina atende pelo nome de precatórios. A manobra consiste em furar a fila para o pagamento desses títulos. Estima-se que os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor dos precatórios para a quadrilha que comandava o esquema. O órgão acabou sendo extinto pelo governo.

10 - O "caladão"

O Brasil calou no início de julho de 1999 quando o governo FHC implementou o novo sistema de Discagem Direta a Distância (DDD). Uma pane geral deixou os telefones mudos. As empresas que provocaram o caos no sistema haviam sido recém-privatizadas. O "caladão" provocou prejuízo aos consumidores, às empresas e ao próprio governo. Ficou tudo por isso mesmo.

11 - Desvalorização do real

FHC se reelegeu em 1998 com um discurso que pregava "ou eu ou o caos". Segurou a quase paridade entre o real e o dólar até passar o pleito. Vencida a eleição, teve de desvalorizar a moeda. Há indícios de vazamento de informações do Banco Central. O deputado Aloizio Mercadante, do PT, divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.

12 - O caso Marka/FonteCindam

Durante a desvalorização do real, os bancos Marka e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por um pequeno lapso de tempo. Cacciola retornou à sua Itália natal, onde vive tranqüilo.

13 - Base de Alcântara

O governo FHC enfrenta resistências para aprovar o acordo de cooperação internacional que permite aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

14 - Biopirataria oficial

Antigamente, os exploradores levavam nosso ouro e pedras preciosas. Hoje, levam nosso patrimônio genético. O governo FHC teve de rever o contrato escandaloso assinado entre a Bioamazônia e a Novartis, que possibilitaria a coleta e transferência de 10 mil microorganismos diferentes e o envio de cepas para o exterior, por 4 milhões de dólares. Sem direito ao recebimento de royalties. Como um único fungo pode render bilhões de dólares aos laboratórios farmacêuticos, o contrato não fazia sentido. Apenas oficializava a biopirataria.

15 - O fiasco dos 500 anos

As festividades dos 500 anos de descobrimento do Brasil, sob coordenação do ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL-PR), se transformaram num fiasco monumental. Índios e sem-terra apanharam da polícia quando tentaram entrar em Porto Seguro (BA), palco das comemorações. O filho do presidente, Paulo Henrique Cardoso, é um dos denunciados pelo Ministério Público de participação no episódio de superfaturamento da construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000.

16 - Eduardo Jorge, um personagem suspeito

Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, é um dos personagens mais sombrios que freqüentou o Palácio do Planalto na era FHC. Suspeita-se que ele tenha se envolvido no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista e em superfaturamento no Serpro, de montar o caixa-dois para a reeleição de FHC, de ter feito lobby para empresas de informática, e de manipular recursos dos fundos de pensão nas privatizações. Também teria tentado impedir a falência da Encol.

17 - Drible na reforma tributária

O PT participou de um acordo, do qual faziam parte todas as bancadas com representação no Congresso Nacional, em torno de uma reforma tributária destinada a tornar o sistema mais justo, progressivo e simples. A bancada petista apoiou o substitutivo do relator do projeto na Comissão Especial de Reforma Tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Mas o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o Palácio do Planalto impediram a tramitação.

18 - Rombo transamazônico na Sudam

O rombo causado pelo festival de fraudes transamazônicas na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a Sudam, no período de 1994 a 1999, ultrapassa R$ 2 bilhões. As denúncias de desvios de recursos na Sudam levaram o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) a renunciar ao mandato. Ao invés de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.

19 - Os desvios na Sudene

Foram apurados desvios de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. A fraude consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como no caso da Sudam, FHC decidiu extinguir o órgão. O PT também questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.

20 - Calote no Fundef

O governo FHC desrespeita a lei que criou o Fundef. Em 2002, o valor mínimo deveria ser de R$ 655,08 por aluno/ano de 1ª a 4ª séries e de R$ 688,67 por aluno/ano da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e da educação especial. Mas os valores estabelecidos ficaram abaixo: R$ 418,00 e R$ 438,90, respectivamente. O calote aos estados mais pobres soma R$ 11,1 bilhões desde 1998.

21 - Abuso de MPs

Enquanto senador, FHC combatia com veemência o abuso nas edições e reedições de Medidas Provisórias por parte José Sarney e Fernando Collor. Os dois juntos editaram e reeditaram 298 MPs. Como presidente, FHC cedeu à tentação autoritária. Editou e reeditou, em seus dois mandatos, 5.491medidas. O PT participou ativamente das negociações que resultaram na aprovação de emenda constitucional que limita o uso de MPs.

22 - Acidentes na Petrobras

Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.

23 - Apoio a Fujimori

O presidente FHC apoiou o terceiro mandato consecutivo do corrupto ditador peruano Alberto Fujimori, um sujeito que nunca deu valor à democracia e que fugiu do País para não viver os restos de seus dias na cadeia. Não bastasse isso, concedeu a Fujimori a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, o principal título honorário brasileiro. O Senado, numa atitude correta, acatou sugestão apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e cassou a homenagem.

24 - Desmatamento na Amazônia

Por meio de decretos e medidas provisórias, o governo FHC desmontou a legislação ambiental existente no País. As mudanças na legislação ambiental debilitaram a proteção às florestas e ao cerrado e fizeram crescer o desmatamento e a exploração descontrolada de madeiras na Amazônia. Houve aumento dos focos de queimadas. A Lei de Crimes Ambientais foi modificada para pior.

25 – Os computadores do FUST

A idéia de equipar todas as escolas públicas de ensino médio com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata. Os recursos para a compra viriam do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust. Mas o governo ignorou a Lei de Licitações, a 8.666. Além disso, fez megacontrato com a Microsoft, que teria, com o Windows, o monopólio do sistema operacional das máquinas, quando há softwares que poderiam ser usados gratuitamente. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.

26 - Arapongagem

O governo FHC montou uma verdadeira rede de espionagem para vasculhar a vida de seus adversários e monitorar os passos dos movimentos sociais. Essa máquina de destruir reputações é constituída por ex-agentes do antigo SNI ou por empresas de fachada. Os arapongas tucanos sabiam da invasão dos sem-terra à propriedade do presidente em Buritis, em março deste ano, e o governo nada fez para evitar a operação. Eles foram responsáveis também pela espionagem contra Roseana Sarney.

27 - O esquema do FAT

A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu. As fraudes no financiamento de programas de formação profissional ocorreram em 17 unidades da federação e estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público.

28 - Mudanças na CLT

A maioria governista na Câmara dos Deputados aprovou, contra o voto da bancada do PT, projeto que flexibiliza a CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro e licença maternidade. O projeto esvazia o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para levar adiante essa medida anti-social.

29 - Obras irregulares

Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro.

30 - Explosão da dívida pública

Quando FHC assumiu a Presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa somava R$ 153,4 bilhões. Entretanto, a política de juros altos de seu governo, que pratica as maiores taxas do planeta, elevou essa dívida para R$ 684,6 bilhões em abril de 2002, um aumento de 346%. Hoje, a dívida já equivale a preocupantes 54,5% do PIB.

31 - Avanço da dengue

A omissão do Ministério da Saúde é apontada como principal causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte.

32 – Verbas do BNDES

Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de R$ 10 bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle de ex-estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou R$ 686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.

33 - Crescimento pífio do PIB

Na "Era FHC", a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em pífios 2%, incapaz de gerar os empregos que o País necessita e de impulsionar o setor produtivo. Um dos fatores responsáveis por essa quase estagnação é o elevado déficit em conta-corrente, de 23 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja: devido ao baixo nível da poupança interna, para investir em seu desenvolvimento, o Brasil se tornou extremamente dependente de recursos externos, pelos quais paga cada vez mais caro.

34 – Renúncias no Senado

A disputa política entre o Senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em torno da presidência do Senado expôs publicamente as divergências da base de sustentação do governo. ACM renunciou ao mandato, sob a acusação de violar o painel eletrônico do Senado na votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Levou consigo seu cúmplice, o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Jader Barbalho se elegeu presidente do Senado, com apoio ostensivo de José Serra e do PSDB, mas também acabou por renunciar ao mandato, para evitar a cassação. Pesavam contra ele denúncias de desvio de verbas da Sudam.

35 - Racionamento de energia

A imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão. O povo se mobilizou para abreviar o racionamento de energia. Mesmo assim foi punido. Para compensar supostos prejuízos das empresas, o governo baixou Medida Provisória transferindo a conta do racionamento aos consumidores, que são obrigados a pagar duas novas tarifas em sua conta de luz. O pacote de ajuda às empresas soma R$ 22,5 bilhões.

36 - Assalto ao bolso do consumidor

FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real até agora, o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%. Neste período, a inflação acumulada ficou em 80%.

37 – Explosão da violência

O Brasil é um país cada vez mais violento. E as vítimas, na maioria dos casos, são os jovens. Na última década, o número de assassinatos de jovens de 15 a 24 anos subiu 48%. A Unesco coloca o País em terceiro lugar no ranking dos mais violentos, entre 60 nações pesquisadas. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes, na população geral, cresceu 29%. Cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente. FHC pouco ou nada fez para dar mais segurança aos brasileiros.

38 – A falácia da Reforma agrária

O governo FHC apresentou ao Brasil e ao mundo números mentirosos sobre a reforma agrária. Na propaganda oficial, espalhou ter assentado 600 mil famílias durante oito anos de reinado. Os números estavam inflados. O governo considerou assentadas famílias que haviam apenas sido inscritas no programa. Alguns assentamentos só existiam no papel. Em vez de reparar a fraude, baixou decreto para oficializar o engodo.

39 - Subserviência internacional

A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, no início deste ano, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos.

40 – Renda em queda e desemprego em alta

Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.

41 - Relações perigosas

Diga-me com quem andas e te direi quem és. Esse ditado revela um pouco as relações suspeitas do presidenciável tucano José Serra com três figuras que estiveram na berlinda nos últimos dias. O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, é acusado de exercer tráfico de influência quando era diretor do Banco do Brasil e de ter cobrado propina no processo de privatização. Ricardo Sérgio teria ajudado o empresário espanhol Gregório Marin Preciado a obter perdão de uma dívida de R$ 73 milhões junto ao Banco do Brasil. Preciado, casado com uma prima de Serra, foi doador de recursos para a campanha do senador paulista. Outra ligação perigosa é com Vladimir Antonio Rioli, ex-vice-presidente de operações do Banespa e ex-sócio de Serra em empresa de consultoria. Ele teria facilitado uma operação irregular realizada por Ricardo Sérgio para repatriar US$ 3 milhões depositados em bancos nas Ilhas Cayman - paraíso fiscal do Caribe.

42 – Violação aos direitos humanos

Massacres como o de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, onde 19 sem-terra foram assassinados pela polícia militar do governo do PSDB em 1996, figuram nos relatórios da Anistia Internacional, que recentemente denunciou o governo FHC de violação aos direitos humanos. A Anistia critica a impunidade e denuncia que polícias e esquadrões da morte vinculados a forças de segurança cometeram numerosos homicídios de civis, inclusive crianças, durante o ano de 2001. A entidade afirma ainda que as práticas generalizadas e sistemáticas de tortura e maus-tratos prevalecem nas prisões.

43 – Correção da tabela do IR

Com fome de leão, o governo congelou por seis anos a tabela do Imposto de Renda. O congelamento aumentou a base de arrecadação do imposto, pois com a inflação acumulada, mesmo os que estavam isentos e não tiveram ganhos salariais, passaram a ser taxados. FHC só corrigiu a tabela em 17,5% depois de muita pressão da opinião pública e após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional. Mesmo assim, após vetar o projeto e editar uma Medida Provisória que incorporava parte do que fora aprovado pelo Congresso, aproveitou a oportunidade e aumentou alíquotas de outros tributos.

44 – Intervenção na Previ

FHC aproveitou o dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo de 2002 para decretar intervenção na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões e participação em dezenas de empresas. Com este gesto, afastou seis diretores, inclusive os três eleitos democraticamente pelos funcionários do BB. O ato truculento ocorreu a pedido do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunitty. Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada. O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios.

45 – Barbeiragens do Banco Central

O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – tem sido o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições.

 

 

O GOVERNO FHC É RUIM DE NOTÍCIA?: Texto escrito pelo instituto Gutemberg, relata o encobrimento da imprensa aos escândalos do governo FHC (que ao contrário, no governo Lula, criaram muitas denúncias falsas a muitos membros do executivo)

 

O governo FHC é ruim de notícia?

Talvez a imprensa seja boazinha com o governo, cobrindo

com muita discrição o que em outras épocas virava escândalo

A imprensa brasileira tem dado sinais de que o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso tem sido um tédio gelado. Não há escândalos, não há corrupção, não há frituras de ministros, enfim, não há notícia quente como nos velhos tempos — e por velhos tempos entenda-se uma época não muito distante nem grande na história do país, mas o breve período em que a mídia enfunou as velas para acompanhar maremotos como as CPIs Collor-PC e do Orçamento, e saiu da tempestade achando-se o capitão do navio. Um elo dessa corrente que faz profissão de fé na aridez jornalística do governo foi o artigo “Fernando Henrique faz favor a jornalistas”, assinado por Gilberto Dimenstein na Folha de S.Paulo em 2/2. “Fernando Henrique Cardoso significou o início do reinado da chatice, sem sobressaltos. A reeleição traz a perspectiva de que essa chatice demore, se prolongue pelo próximo milênio. Sempre vai haver erros, problemas, deficiências. Mas, sem nenhum desastre, vão ser tratados como processos; as crises são esporádicas, não permanentes”, escreveu o jornalista e a seguir agradeceu: “Por inaugurar o reinado da chatice, o presidente presta um imenso favor à imprensa brasileira, apressando saudável movimento que já existe nas redações. Ajuda a reciclar e quebrar antigas estruturas, tornando os jornalistas mais próximos das ruas e menos dos palácios.”

 

“No governo do presidente Fernando Henrique Cardoso
predomina um misto de jornalismo cor-de-rosa com jornalismo chapa-branca. Ou seja, as manchetes, títulos e começo das matérias quase sempre trazem uma informação positiva qualquer. O fato importante, se for negativo, é escondido no meio ou fim do texto”, Aloysio Biondi, diretor de redação do DC&I

O governo (leia-se Executivo, o que é sintomático) mantém, na verdade, um peso excessivo na sociedade brasileira. A mídia reflete e amplia esta influência, ao cobrir tudo que é importante sempre do ponto de vista do Executivo. Secundariamente, dá aos fatos o viés dos que desafiam o Executivo e dos que são prejudicados ou beneficiados pelas ações governamentais. Essa opção preferencial pela versão do poder foi exercida pela enésima vez no episódio da concessão, pelo Supremo Tribunal Federal, do reajuste de 28,86% a onze servidores da União. No dia da votação (19/2), o que se lia nos grandes jornais era que se o STF concedesse, o reajuste seria estendido a todos os servidores e a folha de pagamentos aumentaria em R$ 7 bilhões. O Jornal do Brasil, num exemplo comum, destacava esse número. Dias depois, tiveram que se retratar: o próprio governo admitia que “reavaliou” os números e os R$ 7 bilhões, segundo o mesmo JB, cairiam para R$ 500 milhões. No mesmo jornal, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Brasília, Antonio Borges, advertira que o governo estava exagerando, mas suas palavras perderam-se nas entrelinhas como uma obrigação burocrática de ouvir o “outro lado”. Outro exemplo: quando o Supremo ia julgar uma ação de inconstitucionalidade da licitação da telefonia celular, o Globo escreveu, em 20/2: “Caso a decisão seja negativa, Sérgio Motta pretende acelerar a votação da Lei Geral de Telecomunicações no Congresso...” — como se o ministro das Comunicações fizesse a pauta do Legislativo.
A mídia está longe, portanto, de desvalorizar as ações do governo na bolsa de notícias. A imprensa não se afastou dos palácios para dar maior atenção às ruas, e sim porque não tem interesse em cobrir com as lentes do escândalo uma administração cujos acertos glorifica e cujos erros varre para debaixo das páginas. Na verdade, o governo não é chato, é querido. A imprensa brasileira não apoiava um governo, com tanta admiração e renúncia, desde a posse do marechal Castello Branco. Em vez de chatice do governo talvez seja mais apropriado falar em servilismo da mídia, como admitiu o diretor de redação do jornal mais crítico do país.
Além da simpatia, historicamente há sinais de que a imprensa poupa o governo porque ele é governo. Em geral, ela se torna mais crítica quando os governantes deixam o poder — com a exceção de Fernando Collor para confirmar a regra. Para ficar no campo democrático dos regimes civis recentes, José Sarney e Itamar Franco foram mais criticados que Fernando Henrique quando estavam no poder, e ainda mais quando o deixaram.
O governo FHC tem muita notícia. A diferença principal entre ele e seus antecedentes imediatos não é propriamente a escassez de sobressaltos, mas a ênfase dada aos sobressaltos. Fatos que em outros governos seriam explorados e amplificados com impiedade, na Era Fernando Henrique são tratados como processos, coisas de momento, chuvas de verão. Imagine-se que um camareiro de Fernando Collor tivesse comprado uma toalha de linho, para o Palácio da Alvorada, por R$ 8.200 — isso mesmo, oito mil e duzentos reais. Ou presuma-se que, num de seus ataques de Forrest Gump, Itamar Franco tivesse se queixado de que a lei das licitações obrigava-o a comer ervilhas enlatadas. A mordomia de Fernando Henrique comprou uma toalha por 73 salários mínimos e o próprio presidente queixou-se de que a rigidez da lei não lhe permite comprar ervilhas frescas — e a imprensa deixa passar esses tiques de Maria Antonieta como se fosse a gazeta do Brunei, um país cujo sultão tem dinheiro para adquirir toalhas de Cleópatra e a imprensa não tem liberdade de criticar.
A pauta é longa. A estatal Telesp, que não consegue vender telefones em consórcio, no que talvez seja o melhor negócio do mundo (o freguês paga e espera dois anos para receber a mercadoria), desvia R$ 2 milhões para a compra de um teatro, com aval do ministro das Comunicações, e o que se lê são notícias de acompanhamento da ação popular que dois advogados impetraram.  O governo impõe o Provão aos estudantes e a mídia inteira apóia (a Folha, com editorial na primeira página) — sem atentar para a poltronaria que é o Ministério da Educação não cumprir seu papel de fiscalizar as faculdades e transferir a tarefa aos estudantes, ameaçando-os com punição se eles não fizerem o que o governo deveria fazer. O governo usa verbas secretas com base em decretos da ditadura militar. O governo recria o SNI e põe arapongas para espionar cidadãos. O governo boicota uma CPI para investigar o sistema financeiro e só depois que a idéia é arquivada grandes jornais publicam pesquisa mostrando que a população era a favor da investigação. O governo suborna parlamentares para aprovarem a emenda da reeleição. Claro, o público sabe disso tudo pela imprensa, mas as notícias saem com um halo de normalidade e cumplicidade cujo nome agora é chatice.
Há exemplos das chamadas “notícias sérias” que a mídia divulga, às vezes repete uma ou duas vezes, e esquece. A peça de resistência da omissão continua sendo o Projeto Sivam — o maior escândalo conhecido deste governo e um dos acintosos da história do país, se é que o Proer e seus R$ 14 bilhões de depósitos em bancos fraudados ou falidos não merece o triste galardão de escândalo-mor. O Sivam é uma obra de R$ 2,8 bilhões — simplificadamente, instalação de radares na Amazônia — tocada em segredo, aprovada sem concorrência pública e posta em dúvida, no preço e na eficácia. A imprensa brasileira só se interessou pelo Sivam depois que o New York Times publicou uma reportagem com a insinuação de que houve tentativa de suborno na escolha da empresa que vai executar as obras, a americana Raytheon. Sai uma notícia e outra, mas nada que prejudique as aparências.
Talvez por essas e outras, o presidente Fernando Henrique Cardoso compareceu, em fevereiro, ao Encontro Mundial de Entidades Jornalísticas, em Porto Alegre, munido de um discurso ambíguo. “Num regime democrático, a imprensa assume uma função irritante e faz o papel da oposição quando esta não existe”, disse o presidente. Parece um mavioso jogo de palavras e ignorância, pois não há na história registro de regime democrático sem oposição (de antidemocráticos há muitos), nem a imprensa cumpre esse papel. No formato contemporâneo da mídia comercial, noticiosa, que universaliza o interesse pela notícia, não cabe fazer oposição e muito menos dizer amém ao governo. Contudo, um papel unanimemente conferido à imprensa nas democracias liberais é o de fiscal do poder público. E a isso a elite da imprensa brasileira renunciou.
 

Boletim 13, Janeiro-fevereiro de 1997
© Instituto Gutenberg

 

ESCANDALO DA NOSSA CAIXA: Retirado do Wikipédia, escândalo do governo Alckmin em São Paulo que a imprensa pouco deu espaço nos noticiários nacionais.

 

O escândalo da Nossa Caixa foi como foi apelidado um suposto esquema de favorecimento do banco estatal Nossa Caixa na distribuição de algumas verbas públicas em favor de deputados ligados à base aliada durante o governo de Geraldo Alckmin em São Paulo. O esquema de distribuição ilegal de verbas foi delatado pela Folha de S. Paulo em 26 de Março de 2006, e ainda não foi completamente resolvido. O Banco Nossa Caixa é o terceiro maior banco público do país, operando quase que exclusivamente no estado de São Paulo. Na ocasião, Alckmin negou qualquer envolvimento do Palácio dos Bandeirantes (sede do governo paulista) neste assunto, alegando que as investigações foram pedidas pelo próprio governo.

 

Documentos sigilosos foram obtidos pela Folha de S. Paulo, e segundo a denuncia, indicavam que recursos do governo do estado haviam sido encaminhados pelo Banco Nossa Caixa em favor de deputados aliados ao governo na Assembléia Legislativa paulista. As verbas eram direcionadas principalmente para financiar anúncios em revistas e jornais dos aliados, como a rede de televisão Rede Vida e a revista Primeira Leitura.

 

Alguns dos deputados beneficiados pela destinação irregular das verbas teriam sido: Wagner Salustiano (PSDB), Geraldo Tenuta (PTB), Afanázio Jazadji (PFL), Vaz de Lima (PSDB) e Edson Ferrarini (PTB).

 

Repercursões políticas

No dia 27 de Março de 2006, Geraldo Alckmin aceitou o pedido de exoneração de seu assessor especial de comunicação, Roger Fereira. Este, numa carta enviada a Alckmin, temia atrapalhar a candidatura do governador à Presidência da República.

 

Ferreira era o suposto intermediário entre o governo paulista e a agência de publicidade que distribuía irregularmente as verbas.

 

Depois do pedido de demissão de seu assessor especial, Alckmin afirmou não ser contrário à abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI): "Nenhum problema que a Assembléia investigue, chame as pessoas, abra CPI. O governo é absolutamente transparente".

 

A base aliada ao governo, entretanto, atuou em bloco para impedir a abertura da CPI, que havia sido proposta pelo deputado Enio Tatto, do PT.

 

Em 7 de abril de 2006, o PT paulista pediu o afastamento do presidente do banco Nossa Caixa, Carlos Eduardo Monteiro, por improbidade administrativa, protocolando representação na Procuradoria Geral do Estado.

 

Monteiro, além das suspeitas de beneficiar empresas de mídia pertencentes aos integrantes da base aliada (PSDB-PFL), também era suspeito de participar no desvio de verbas em doação ao programa das padarias artesanais do Fundo de Solidariedade do Estado de São Paulo.

 

 

TARSO GENRO DENUNCIA ATENTADO POLÍTICO:

"Delegado da PF vazou fotos em ação articulada com PSDB"

Falando pelo governo, ministro Tarso Genro disse que delegado Edmilson Bruno foi o responsável pelo vazamento das fotos do dinheiro à imprensa. Para Tarso, trata-se de um atentado político, de uma ação da oposição, chefiada pelo PSDB. Ele afirmou que o delegado chamou jornalistas, entregou CD com as fotos e disse: 'Estou fazendo isso para f...o governo e o Lula'. Edmilson Bruno assumiu a culpa no sábado.

PORTO ALEGRE - O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, disse neste sábado, que o delegado da Polícia Federal, Edmilson Bruno, foi o responsável pelo vazamento das fotos do dinheiro à imprensa, em uma ação articulada com a oposição, notadamente o PSDB. Segundo Tarso, na sexta-feira, o delegado chamou seis jornalistas, passou para eles em CD com as fotos do dinheiro e afirmou “Eu estou fazendo isso para f...o governo e o Lula”.

A informação foi confirmada pelo assessor especial do presidente lula e chefe de campanha, Marco Aurélio Garcia, ao site Terra Magazine. Segundo Garcia, após manifestar sua intenção de arrebentar Lula e o governo, o delegado teria dito: “agora eu vou subir para fazer o boletim de ocorrência sobre o furto das fotos porque eu preciso me cobrir”.

Em entrevista coletiva à imprensa, em Porto Alegre, Tarso Genro disse que o delegado responsável pela perícia da investigação sobre o caso do dossiê fez uma encenação como se as fotos lhe tivessem sido roubadas. “Ele cometeu um duplo delito. Fez um registro falso de Boletim de Ocorrência, de uma parte, e de outra, vazou documentos para fins políticos, documentos que pertencem a um processo que está sob segredo de justiça”.

“Isso é tão ou mais grave do que o envolvimento de qualquer pessoa na compra ou elaboração de qualquer dossiê”, acrescentou o ministro. Ele anunciou que já foi aberta uma sindicância administrativa pela Polícia Federal para apurar a responsabilidade do delegado no caso. Durante a entrevista, Tarso Genro destacou que estava falando em nome do governo.

“A manifestação institucional do governo neste momento é de que se trata de um atentado político, que repete um cenário conhecido no país, e que merece uma rejeição tão profunda e radical como a produção e compra de dossiês. Na opinião do governo, isso é uma ação política da oposição, chefiada pelo PSDB, que vinha reiteradamente requisitando essas fotos mesmo sabendo que elas estavam sob segredo de justiça. Portanto, estamos autorizados a concluir que se tratou de uma articulação política de baixo nível, de baixo calão, que visa perturbar o processo eleitoral e gerar impressionismos de última hora”, acrescentou.

Delegado admite ser autor do vazamento
O delegado Edmilson Bruno confessou, neste sábado, que foi o responsável pelo vazamento das fotos e anunciou que, em uma entrevista coletiva na segunda-feira, dirá “coisas surpreendentes”, informou a Agência Estado. Inicialmente ele havia negado ser o autor da distribuição das fotos com o dinheiro apreendido pela Polícia Federal. Segundo sua primeira versão, o CD com as fotos havia sumido de seu arquivo pessoal entre quinta à noite e sexta de manhã. Ao perceber o desaparecimento do CD, relatou então, admitiu ter feito ligações para alguns jornalistas para checar se alguém tinha o CD.

Foi ele quem comandou a operação na madrugada de 15 de setembro, no Hotel Íbis, em São Paulo, onde foram presos Valdebran Padilha e Gedimar Passos com o dinheiro. Há 10 anos trabalhando na Polícia Federal, ele declarou-se “apartidário” e que teria votado em Lula em 2002.

Para Tarso Genro, o eleitor brasileiro tem maturidade, inteligência e experiência para não cair em armadilhas deste tipo. “Assim como a população não aceita dossiês falsos ou verdadeiros comprados, também não aceita esse tipo de atitude que vem sendo sintetizada em várias manifestações, particularmente através do presidente do PSDB (Tasso Jereissati) e de seu candidato (Geraldo Alckmin). Essa é a manifestação institucional e oficial do governo e do presidente Lula a respeito do assunto”.

Este episódio, acrescentou, representa um fato perturbador do processo eleitoral e também da investigação. “O Estado brasileiro, através da Polícia Federal, vinha apurando o caso do dossiê sem interromper qualquer tipo de ação policial ou administrativa sobre o assunto. A visão política do governo é de que isso é uma ação da oposição, particularmente do PSDB, perturbado politicamente pela provável e, na nossa opinião, já efetiva, vitória do presidente Lula nas eleições deste domingo”.

Para Tarso, trata-se de um segundo episódio Abílio Diniz. “Naquela oportunidade, foi utilizada uma imagem para vincular o candidato Lula aos seqüestradores do Abílio. Agora, as fotos vazadas pelo delegado têm o evidente objetivo de vincular o episiódio de São Paulo à candidatura Lula. Trata-se de um jogo de imagens que conta com a claríssima colaboração de decisiva parte da chamada grande mídia”, declarou ao site Terra Magazine.

Estavam presentes na coletiva, em Porto Alegre, jornalistas de alguns dos principais meios de comunicação do país: O Globo, O Estado de São Paulo, RBS, Rede Globo, Rede Bandeirantes, SBT e Rede Record, entre outros. Vamos ver agora como a imprensa noticia a denúncia do ministro Tarso Genro: se vai dá-la com o destaque que merece ou se vai escondê-la, ou minimizá-la.

Marco Aurélio Weissheimer - Carta Maior

 

A MÍDIA JÁ TOMOU PARTIDO - Texto retirado do blog “bonde da história” http://www.bondedahistoria.blog-se.com.br/



A cobertura da mídia a respeito do dossiê contra o PSDB é nitidamente tendensiosa. É claro que foi uma irresponsabilidade inacreditável fazer o que fizeram os acessores de campanha do PT de São Paulo (principalmente por causa do dinheiro, que ainda não se sabe de onde saiu). Além disso, é burrice pagar tanta grana para falar mal do PSDB. Porque não pediram ajuda ao BONDE? Eu faria um dossiê com os crimes políticos monstruosos do PSDB de graça! Fora os casos de corrupção dos governos FHC e Aidemin em São Paulo, que a mídia esquece com facilidade.

Lembram do caso do Francenildo? Falaram para caralho do Palocci, MAS NINGUÉM FOI INVESTIGAR COMO É QUE PODE O CASEIRO TER TANTA GRANA NA SUA CONTA! Verdade seja dita, apenas a Carta Capital mostrou que a origem do dinheiro era nitidamente obscura, o que corrobora com a tese de que o Palocci cometeu um crime (violar o sigilo bancário do Francenildo) para revelar outro (que, diga-se de passagem, é tão ou mais grave).

O mesmo ocorre agora. A Veja já afirma categoricamente que o dossiê era falso, ALGO QUE AINDA NÃO SE PODE AFIRMAR, POIS NÃO SE INVESTIGARAM AINDA AS INFORMAÇÕES DO DOSSIÊ.

Isso para não falar do fato da publicação das fotos do dinheiro, que foi ilegal! Veja: o delegado Edmilson Bruno entregou o CD com as fotos para os jornalistas, dizendo o seguinte: "Eu estou fazendo isso para fuder o governo e o Lula". E ele disse isso defronte os jornalistas, inclusive da Rede Globo, que tem imagens disso daí, mas não divulgou. O detalhe é que foi ILEGAL o delegado mostrar isso, pois a justiça mantinha as informações (inclusive as tais fotos) sob sigilo, o que é absolutamente normal numa investigação (imagine se a polícia pode ficar escancarando os dados de uma investigação para a imprensa...).

Em seguida, logo após declarar que tinha o propósito de prejudicar o Lula, o mesmo delegado teve a pachorra de dizer: “agora eu vou subir para fazer o boletim de ocorrência sobre o furto das fotos porque eu preciso me cobrir”. E isso também foi gravado! Quer dizer, além de vazar, por motivos políticos, documentos que pertencem a um processo que está sob segredo de justiça, o delegado ainda cometeu o crime de realizar um registro falso de Boletim de Ocorrência. E ainda admitiu isso na cara dos jornalistas! E fica tudo por isso mesmo! A imprensa tomou contato com um crime, e se omitiu!

Vamos lembrar que não é a primeira vez que a mídia expõe imagens para favorecer os candidatos da direita neoliberal. Na época da eleição contra o Collor, tentaram associar os sequestradores do Abílio Diniz ao Lula, através de imagens onde o sequestrador aparecia com a camisa do Lula.

Segundo a Carta Maior, 3 jornais, uma emissora de rádio e mais a TV Globo têm a gravação das declarações do delegado. O Bonner afirmou no Jornal Nacional que os jornalistas da Globo não sabiam das intenções do delegado (dizem que ele queria se vingar por ter sido afastado das investigações do caso). Mas não é verdade. A direção da Globo recebeu na tarde de sexta, mais de 24 horas antes, a fita que comprova as intenções políticas do delegado, além de sua fraude no boletim de ocorrência.

Daí a gente se questiona: dava para deixar na mão desse delegado as investigações? Outra coisa: porque a mídia nunca é responsabilizada de nada? Obteve imagens que eram fruto de uma ilegalidade - mesmo sabendo dessa ilegalidade - e mesmo assim as publicou. Depois ainda foi a público para dizer que não sabia de nada (quer dizer, mentindo descaradamente para a população). Veja a gravidade da situação: a imprensa sabia que um alto funcionário da Polícia estava prestes a cometer um crime (falsificar um BO, além do crime de vazamento de informações), e não publicou nada! Não é do interesse público informar as razões do vazamento ilegal daquelas fotos? Não é do interesse público informar crimes cometidos em função de razões políticas?

Podem esperar que muita coisa ainda vai ser feita pela imprensa nesse sentido. A questão da informação vai ser decisiva. Temos que ficar atentos. Por isso que eu digo: temos o dever de procurar nos informar melhor sobre o que está ocorrendo. Não basta apelar somente para a grande imprensa, pois esta já mostrou claramente o que quer.

A Internet tá aí, minha gente, vamos acessar!

Alguns links úteis:

resistir.info (é assim mesmo, sem "www" nem nada)
www.cartacapital.com.br
www.cartamaior.com.br
www.carosamigos.com.br

FUSER

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Tenho convicção de que o propósito deste documento, quebrar o estigma de ignorância dos eleitores lulistas, será alcançado com êxito. Sei que os dados estatísticos aqui contidos referem-se à verdade e creio ter organizado as informações da maneira mais elucidativa possível, da mesma maneira, espero que estas informações sejam claras o possível de modo que mesmo pessoas pouco instruídas possam retirar delas o máximo proveito.

Lembro que meu compromisso nesta carta não é induzir pessoas ao voto no candidato Lula, mas, fico extremamente alegre por ter colaborado em uma distribuição mais igualitária da informação. Quero também deixar claro que os textos aqui presentes correspondem a opiniões pessoais dos seus autores.

Por fim, agradeço a paciência do leitor em ter analisado as informações do documento. E espero que muitas pessoas possam lê-lo, seja qual for a sua ideologia política, para que a democracia seja exercida com maior força neste país, tendo uma maior parcela da população com acesso à informação estatística, e não somente com as notícias reduzidas dos grande noticiários. Faço, portanto, um apelo a todos vocês: construam sua opinião acerca dos candidatos a quem votarem ao longo dos seus dias, e não somente em épocas de eleição, quando a proliferação de notícias inverídicas são acentuadas.

 

Agradeço sua atenção

 

Mateus dos Santos Corrêa